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Uso Veterinário
Antimicrobiano para cães e gatos
FÓRMULA:
Cada comprimido de 200 mg contém:


Doxiciclina (Cloridrato) ...................................100,0 mg
Excipiente q.s.p..............................................200,0 mg


GENERALIDADES:
A droga é bem absorvida com rapidez quando administrada por via oral. A distribuição é ampla pelo coração, rins, pulmões, músculo, fluido pleural, secreções brônquicas, bile, saliva, fluido sinovial, líquido ascítico e humores vítreo e aquoso.
A doxiciclina é mais lipossolúvel e penetra nos tecidos e fluidos corporais melhor que o cloridrato de tetraciclina e a oxitetraciclina. Em cães, o volume de distribuição plasmática é de aproximadamente 1,5 L/Kg. A fixação às proteínas plasmáticas em humanos é de aproximadamente 25-93% e 75-86% em cães.
A eliminação da doxiciclina se dá primariamente através das fezes por vias não biliares, na forma ativa. Parte da droga parece ser inativada no intestino pela formação de quelato e então excretada para o lúmen intestinal. Em cães, isso ocorre com 75% da dose administrada. A excreção renal da doxiciclina em cães corresponde somente a cerca de 25% da dose e a biliar menos que 5%. A vida média da doxiciclina no soro de cães é de 10-12 horas e a "clearance" de cerca de 1,7 mL/Kg/min. A droga não se acumula em pacientes com disfunção renal e por isso pode ser usada nesses animais sem maiores restrições.

INDICAÇÕES:
A doxiciclina é considerada o antibiótico de escolha no controle das infecções causadas pelas principais espécies de riquetsias, micoplasmas, espiroquetas e clamídias que acometem cães, gatos e aves.

DOXY 100 é indicado para cães e gatos no tratamento de: Febre maculosa ("Rocky Mountain Spotted Fever"), causada por Rickettsia rickettsii.
Erlichiose canina, causada por Ehrlichia canis
Babesiose canina , causada por Babesia canis
Borreliose, causada por Borrelia burgdorferi
Bartonelose, causada por Bartonella spp.
Hemobartonelose, causada por Haemobartonella felis
Infecções respiratórias tais como pneumonia e broncopneumonia causadas por Bordetella spp., Haemophilus influenzae, Staphylococcus spp., Streptococcus pneumoniae e Streptococcus spp.
Infecções genito-urinárias tais como cistites causadas por cepas sensíveis de Brucella canis, Enterococcus spp., Escherichia coli, Klebsiella spp.,Leptospira spp., Staphylococcus spp. e
Streptococcus spp.
Infecções de tecidos moles em felinos causados por Bacteroides tectum
Infecções intestinais causadas por cepas susceptíveis de Escherichia coli, Salmonella spp. e
Shiguella spp.

POSOLOGIA E MODO DE USAR:
Administrar o produto por via oral, nas doses abaixo.

Para cães:
No tratamento da maioria das infecções sensíveis a doxiciclina, a dose de ataque a ser administrada deve ser de 5 a 10 mg/Kg de peso corporal (1/2 a 1 comprimido a cada 10 Kg de peso), por via oral, administrada a cada 12 horas, seguida pela administração de doses de manutenção de 2,5 a 5,0 mg/Kg de peso corporal (1/2 a 1 comprimido a cada 20 Kg de peso) a cada 12 horas, durante 14 dias.

ESQUEMAS ESPECIAIS DE TRATAMENTO:

    Erlichiose canina:
  • casos agudos: 5 mg/Kg de peso corporal (1 comprimido a cada 20 Kg de peso) por dia, durante 7 a 10 dias.
  • casos crônicos: 10 mg/Kg de peso corporal (1 comprimido a cada 10 Kg de peso) por dia, durante 7 a 21 dias.
    Brucelose canina:
  • 25 mg/Kg de peso corporal (1 comprimido a cada 4 Kg de peso) por dia, durante 14 dias.

Para gatos:
A dosagem recomendada nas infecções susceptíveis é de 5 a 10 mg/Kg de peso corporal (1/4 a 1/2 comprimido a cada 5 Kg de peso) a cada 12 horas durante 7 a 14 dias.


As dosagens bem como a duração do tratamento podem ser modificadas a critério do Médico Veterinário.

CONTRA-INDICAÇÕES:
O produto é contra-indicado em casos de hipersensibi-lidade conhecida às tetraciclinas e em pacientes com "miastenia gravis".

PRECAUÇÕES:
Como toda antibioticoterapia, especialmente de longa duração, o tratamento com o produto pode permitir a progressão de infecções por bactérias ou fungos não sensíveis ao agente antimicrobiano utilizado.
Assim como outras tetraciclinas, a doxiciclina pode formar um complexo estável de cálcio nos tecidos osteogênicos, apesar de que "in vitro" ela fixa menos o cálcio que outras tetraciclinas. Sabe-se que a doxiciclina administrada durante a fase de desenvolvimento dos dentes (terço final da gestação, durante a lactação, período neonatal e infância), pode provocar descoloração permanente dos dentes. Isso ocorre mais em tratamentos prolongados e com altas doses. Não administrar o produto a fêmeas gestantes durante o terço final da gestação, em cadelas ou gatas lactantes e nem em animais jovens em fase de desenvolvimento da dentição.
Eventualmente poderão ocorrer casos de fotossensibilidade quando pacientes tratados forem expostos à luz solar direta ou luz ultravioleta. Nesse caso, o tratamento deverá ser descontinuado à primeira evidência de eritema.
Os principais efeitos colaterais relatados em cães foram: náusea, vômito, anorexia e/ou diarréia. Estes efeitos podem ser aliviados administrando-se a droga junto com alimentos, sem que isso cause prejuízo para a absorção da mesma.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:

  • Embora a doxiciclina quando administrada por via oral seja menos vulnerável à quelação com cátions do que outras tetraciclinas, o uso concomitante de antiácidos contendo cátions divalentes ou trivalentes pode causar alguma redução na absorção da droga. Recomenda-se que antiácidos orais, catárticos salinos ou outros produtos contendo alumínio, cálcio, magnésio, zinco ou cátions bismuto, que são os mais comumente associados com essa interação, quando necessário seu uso, devem ser administrados com intervalo de 1 a 2 horas antes ou depois da administração oral da doxiciclina.
  • Produtos orais contendo sais de ferro também são associados com redução na absorção, que pode ser evitada dando-se intervalo de 3 horas antes ou 2 horas depois da administração do produto.
  • A doxiciclina pode baixar a atividade da protrombina, e pacientes em terapia com anticoagulantes podem necessitar ajustes na dose.
  • Drogas bacteriostáticas como as tetraciclinas podem interferir na atividade bactericida das penicilinas, cefalosporinas e aminoglicosídeos, embora exista controvérsia quanto a significância clínica dessa possível interação.
  • Evitar a administração simultânea de drogas hepatotóxicas.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO DO MÉDICO VETERINÁRIO

Responsável Técnico: Dr. Fábio Alexandre Rigos Alves - CRMV/SP - 9321
Licenciado no Ministério da Agricultura sob número 7.281 em 04/04/2000.

APRESENTAÇÃO:
Cartucho contendo blister com 7 ou 14 comprimidos.

Conservar em local fresco e seco entre 15oC e 30oC, ao abrigo da luz solar direta, fora do alcance de crianças e animais domésticos.

FABRICANTE: CEPAV PHARMA LTDA.
R. Dom Bento Pickel, nº 605 - Casa Verde Alta
São Paulo/SP - CEP 02544-000
CGC 71.846.612/0001-48
Inscrição Estadual: 113.865.112.115

ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR:

Telefone: (11) 3872-2111
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E-mail: info@cepav.com.br

Indústria Brasileira

 
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