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A Brucelose nos Eqüinos
 

Brucelose Eqüina, uma Doença Pouco Conhecida

Laboratórios CEPAV

INTRODUÇÃO

Quando conversamos com algum criador ou com profissionais da  área sobre a Brucelose Eqüina, o primeiro sinal e de espanto. Os eqüinos podem contrair a Brucelose? Quais são os sintomas da doença? Existe tratamento? São estas as perguntas mais freqüentes.

Na realidade, todo este espanto e justificado, pois muito pouco tem sido escrito e comentado sobre esta doença na literatura especializada. Nosso interesse por esta enfermidade foi despertado, quando começamos a submeter sistematicamente todas as amostras de sangue de equinos que nos chegavam ao laboratório para provas especificas para o diagnóstico da Brucelose Eqüina. Os resultados que obtivemos nos surpreendeu, pois verificamos um alto percentual de animais reagentes nas provas sorológicas. A partir destes primeiros resultados, iniciamos estudos mais aprofundados sobre a epidemiologia da doença, bem como começamos a realizar levantamentos sorológicos nas propriedades em que realizamos controles sanitários periódicos.

O Objetivo deste artigo, é o de descrever as possíveis causas e conseqüências desta doença e principalmente alertar aos criadores e profissionais da  área para o risco da disseminação desta enfermidade nas criações de equídeos do Pais.

O QUE E A BRUCELOSE?

A Brucelose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria chamada "Brucella sp.". Além de contaminar os bovinos, ela pode contaminar outras espécies de animais tais como: suínos, caprinos, ovinos, cães, gatos e equinos. A maioria destas espécies pode passar a doença para o homem.

Existem varias espécies de" Brucellas", sendo que os equinos podem ser infectados pelas Brucellas abortus, suis e mellitensis.

No Nosso meio, a principal fonte de contaminação para os equinos, é a "Brucella abortus", devido ao estreito contato de nossos equinos com o gado.

COMO OCORRE A CONTAMINAÇÃO NA ESPÉCIE EQÜINA

A Principal fonte de contaminação para os eqüinos é o contato direto com bovinos infectados, seja através da ingestão de pastagens contaminadas com a bactéria ou através da utilização de agulhas, seringas e materiais cirúrgicos não esterilizados, que infelizmente ainda é uma prática muito freqüente em nosso meio. Uma outra fonte muito freqüente de transmissão da doença é através do aleitamento artificial de potros quando se utiliza leite cru de vacas contaminadas. A transmissão sexual da doença, ao contrario do que ocorre nos bovinos é considerada bastante rara, mas a sua ocorrência não deve ser totalmente descartada.

QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DA DOENÇA?

A Brucelose nos eqüinos ocasiona uma infecção de natureza crônica e geralmente sub clínica, isto é, os sintomas não são tão evidentes e na maioria dos casos podem ser confundidos com várias outras enfermidades.

O animal clinicamente doente pode apresentar febre intermitente, fraqueza, emagrecimento e letargia. É freqüente a ocorrência de processos inflamatórios nos ossos e nas articulações (artrite, laminite, tenossinovite, bursite e osteomielite), com a ocorrência de edema pronunciado nas juntas, e uma grande sensibilidade dolorosa. Um dos sinais mais característicos da doença, embora não ocorra com muita freqüência é o chamado "MAL DA CRUZ" ou "MAL DA CERNELHA". Este tipo de lesão aparece como o nome já diz, na região da cernelha, onde se forma uma  área de edema, que vai aumentando de tamanho até se romper através de uma fistula, geralmente em forma de cruz, de onde sai uma grande quantidade de secreção. Os abortos e reabsorção fetal, podem ocorrer, devido a fraqueza e aos picos febris que o animal apresenta. Existe a ocorrência de portadores assintomá ticos, que são animais que embora contaminados, não apresentam sinais ou sintomas clínicos da doença. Estes animais só podem ser reconhecidos através da realização de testes sorológicos específicos.

EXISTE TRATAMENTO PARA A DOENÇA ?

A Brucelose não tem cura! Um animal infectado permanece portador por toda a vida.

Existem alguns medicamentos que podem diminuir os sintomas clínicos da doença e que são utilizados dependendo da fase da enfermidade em que o animal se encontra. Quanto mais tardia a doença for diagnosticada, mais difícil será o tratamento.

COMO SE DIAGNOSTICA A DOENÇA

De 7 a l5 dias após a contaminação pela bactéria, o animal começa a produzir anticorpos contra a doença, que podem ser detectados através de exames sorológicos específicos.

O sangue utilizado para a realização destes testes deve ser coletado da veia jugular do animal e colocado em um frasco de l0 ml sem aditivos ou anticoagulantes. O soro dever  ser conservado em geladeira (NÃO CONGELAR), até o momento do envio do material para o laboratório. Também é possível isolar a bactéria utilizando os exames de cultivo, com meios de crescimento específico para Brucella. O Material a ser encaminhado neste caso pode ser coletado através de punções articulares, punção das fistulas ou mesmo de produtos de abortamento.

COMO CONTROLAR A DOENÇA

REALIZE TESTES PERIÓDICOS PARA O DIAGNÓSTICO DA BRUCELOSE EQÜINA EM TODOS OS ANIMAIS DE SUA PROPRIEDADE.

EXIJA ATESTADO CONTRA A BRUCELOSE DE TODOS OS ANIMAIS QUE FOREM ENTRAR NA SUA PROPRIEDADE.

SEMPRE QUE COMPRAR UM ANIMAL, REALIZE UM TESTE SOROLÓGICO ANTES DE INTRODUZÍ-LO NO PLANTEL.

QUANDO UTILIZAR LEITE DE VACA NO ALEITAMENTO ARTIFICIAL, NÃO ESQUEÇA DE FERVER

DESINFETE RIGOROSAMENTE OS ESTÁBULOS, COCHOS E TODOS OS LOCAIS ONDE TENHA OCORRIDO UM CASO DE ABORTO.

NÃO UTILIZE AGULHAS, SERINGAS E MATERIAL CIRÚRGICO NÃO ESTERILIZADO. LEMBRE-SE QUE ESTA É UMA DAS PRINCIPAIS FONTES DE CONTAMINAÇÃO PARA MUITAS ENFERMIDADES.

O CEPAV LABORATÓRIOS - Tecnologia em Saúde Animal, criou um serviço de informações sobre esta e outras doenças, que pode ser solicitado por todos interessados, através dos telefones: (011) 3872-9553, através de correspondência à Rua Tanabi, 185 - São Paulo Capital - CEP 05002-010, ou pela internet www.cepav.com.br

OBS: PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE ARTIGO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO CEPAV.

 
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