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Mastite
 

Mastite

Laboratórios CEPAV

INTRODUÇÃO

A mastite bovina é hoje um dos problemas mais sérios encontrados na pecuária leiteira. Esta doença de varias causas conhecidas, caracteriza-se por um processo inflamatório no úbere que pode se apresentar sob varias formas clínicas. As formas agudas e super agudas além de provocarem alterações na própria glândula mamaria, ocasionam alterações sistêmicas no organismo animal. Já as formas clínicas sub agudas e crônicas são detectadas apenas por testes de campo e análises laboratoriais. Existem ainda as formas sub clínicas que são diagnosticadas principalmente através do exame de contagem de células somáticas (glóbulos brancos) no leite. É importante salientar que a mastite de qualquer forma ou intensidade reduz a produção leiteira, chegando em muitos casos a perda efetiva da produção em um ou mais tetos. Além da queda na produção, a doença leva a uma modificação na composição físico química do leite, diminuindo os níveis de gordura e proteína, afora as alterações de consistência e coloração. Podemos considerar como perda, todo o leite que deve ser descartado durante e logo após o tratamento. Por todos os motivos aqui expostos, um diagnóstico rápido e seguro das causas da doença, com a indicação de tratamento no prazo mais curto possível, é de grande importância quando se considera as perdas econômicas em cada dia de produção de um ou mais animais da propriedade.

FATORES DE RISCO

Vários são os fatores que podem predispor um animal a mastite e dentre os principais podemos citar:

  • Causas traumáticas externas: cortes, ferimentos, camas duras, ordenha manual ou mecânica.
  • Presença de leite residual: ocorre em ordenhas mal realizadas ou vagarosas, o que pode propiciar a entrada de bactérias através do esfíncter do úbere.
  • Fatores anatômicos: tamanho e diâmetro do canal do teto, conformação do úbere, fatores estes determinados por herança genética.
  • Idade do animal: animais mais idosos tem a predisposição de desenvolver mastite
  • Doenças infecciosas: varíola bovina, febre aftosa, brucelose, tuberculose e leucose linfóide bovina entre outras, provocam uma queda na resistência orgânica dos animais favorecendo o aparecimento das mastites.

CAUSAS DA MASTITE

A causa mais comum e importante da mastite é aquela de natureza infecciosa, causada por bactérias e ou fungos. Costa E.O et all. (1986), realizaram um levantamento microbiológico em amostras de leite provenientes de propriedades do estado de São Paulo, produtoras de leite B e especial. Do total das amostras analisadas, foi constatado que 89% das amostras estavam contaminadas e apenas 11% das amostras apresentaram resultado negativo nas provas de crescimento bacteriano.

As bactérias que mais freqüentemente apareceram nas culturas realizadas foram:

  • Staphylococcus sp.: 48% no leite B e 54% no leite especial.
  • Streptococcus sp.: 26% no leite B e 30% no leite especial.
  • Corynebacterium sp: 35% no leite B e 9% no leite especial.

Na mesma pesquisa foram realizadas provas de sensibilidade a antibióticos também chamada de Antibiograma, que consiste em avaliar o grau de resistência ou sensibilidade da bactéria isolada

"in vitro", frente aos antibióticos usados no mercado e que apresentaram os resultados abaixo:

Staphylococcus sp.: foram observados índices de sensibilidade que variavam de 75-90% a cefalosporinas, nitrofurantoina, vancomicina e novobiocina. Foram observados índices de resistência de 100% à fosfomicina, polimixina B, sulfato de colistina e rifampicina e 60% de resistência a lincomicina.

Streptococcus sp.: os antibióticos que se mostraram mais efetivos foram o cloranfenicol, novobiocina e vancomicina, com 72-77% de sensibilidade. Foram encontrados níveis de 90-100% de resistência a rifampicina, estreptomicina, sulfato de colistina, sulfametoxazol, fosfomicina e polimixina B.

Corynebacterium sp.: foi verificada uma sensibilidade de 100% para as cefalosporinas, seguida pela eritromicina, cloranfenicol, gentamicina, canamicina, tetraciclina, carbenicilina e tobramicina com 80-97% de sensibilidade. Nenhuma das amostras de Corynebacterium sp estudadas mostraram resistência completa para as drogas testadas.

Os testes de cultura e Antibiograma nos dão uma noção bastante importante e segura em relação ao tipo de tratamento mais adequado a ser utilizado nas mastites causadas pelos diferentes agentes bacterianos, mas estes testes não podem ser analisados de uma maneira estática, isto é o comportamento das bactérias frente aos antibióticos pode variar entre diferentes regiões, propriedades e animais. A utilização indiscriminada de antibióticos e quimioterápicos tem levado ao aparecimento de formas bacterianas bastante resistentes e que fogem do comportamento usual verificado na pesquisa em questão.

Em nossa experiência nesta  área, tivemos a oportunidade de verificar algumas propriedades cujos índices de mastite clínica se mantiveram elevados (acima de 30% em animais produtivos) por vários anos consecutivos, onde os tratamentos utilizados não foram bem conduzidos e o índice de resistência aos antibióticos usuais foi muito maior do que o índice observado na pesquisa em questão. Analisando estes fatores podemos concluir que cada propriedade deve ser analisada como uma unidade independente no que se refere ao problema em questão e que as soluções encontradas para algumas propriedades nem sempre vão surtir o mesmo efeito para outras.

Como proceder a um diagnóstico seguro

Existem vários testes para se diagnosticar a mastite. Nas suas formas iniciais podemos dividir estes testes em dois segmentos:

Testes de campo: são os testes que podem ser realizados diariamente no momento da ordenha. Os mais simples são os testes da caneca telada, que evidencia o leite com grumos de pus ou caseína e da caneca com fundo preto, que evidencia grumos mais finos. Um outro teste que também pode ser utilizado a nível de campo é o "CMT" ou Califórnia mastitis test, bastante utilizado em nosso meio.

Testes de laboratório: Prova de Whiteside - esta prova também de grande valia para o diagnóstico da mastite se baseia na reação do leite com um reativo a base de hidróxido de sódio. Esta prova juntamente com a prova de CMT pode nos fornecer dados que nos permite avaliar a evolução da doença. Contagem de células somáticas - A contagem de células somáticas ou contagem de glóbulos brancos no leite tem sido muito utilizada para avaliar as mastites sub clínicas. O seu valor como teste confirmatório da doença ainda discutível. Alguns pesquisadores citam que a partir de determinada contagem de glóbulos brancos no leite, já seria recomendado o inicio de um tratamento e outros citam que nem sempre um aumento na contagem dos glóbulos brancos no leite pode significar a presença de um processo infeccioso ativo. Alguns autores tem encontrado melhores parâmetros para a presença de um processo infeccioso, delimitando um índice normal que seria calculado a partir de contagens realizadas em todo o rebanho em questão.

Cultura e Antibiograma: Estes testes já citados anteriormente, nos indicam o agente etiológico em questão e o antibiótico mais adequado ao tratamento da doença.

Considerações finais

Além dos cuidados com os animais do rebanho realizando-se os testes de campo inicialmente e procedendo-se os cuidados adequados com a ordenha e manejo dos animais, deve-se examinar os animais novos no plantel antes de sua aquisição, procedendo a um exame detalhado do úbere e fazendo os testes de Whiteside , CMT e exames bacteriológicos para evitar a compra e a introdução de animais portadores de mastite nas propriedades.

O CEPAV LABORATÓRIOS - Tecnologia em Saúde Animal, criou um serviço de informações sobre esta e outras doenças, que pode ser solicitado por todos interessados, através dos telefones: (011) 3872-9553, através de correspondência à Rua Tanabi, 185 - São Paulo Capital - CEP 05002-010, ou pela internet www.cepav.com.br

OBS: PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE ARTIGO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO CEPAV.

Bibliografia

1. Costa E.O., Coutinho S.D., Castilho W.& Teixeira C.M. Sensibilidade a antibióticos e quimioterápicos de bactérias isoladas da mastite bovina. Pesquisa Veterinária Brasileira 5(2): 65-69, 1985.

2. Birgel E.H . Avaliação das provas laboratoriais no diagnóstico da mastite bovina. In: Patologia Clínica Veterinária. S.P.M.V., São Paulo, 1982. p.177-213.

3. Schalm, O.W.; Carrol, E.J. & Jain, N.C. Bovine mastitis. Lea & Febiger, Philadelphia, 1971, 360p.

4. Correa W.M & Correa C.N.M. Efermidades Infecciosas. Editora Varela, 2a edição, 1983.

 

 
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