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Psitacose
 
PSITACOSE

Etiologia Agente: Chlamydophila psittaci (mudança recente de gênero - nome antigo: Chlamydia psittaci). Características: É uma bactéria Gram negativa intracelular obrigatória. Identificada inicialmente em psitacídeos, isto é, em papagaios, araras e periquitos (daí o nome psitacose), posteriormente verificou-se a infecção em diferentes espécies de aves (pombos, galinhas, canários, faisões, perus, etc), répteis e mamíferos, incluindo o homem . Tem distribuição mundial. O agente é susceptível a maioria dos desinfetantes e detergentes: compostos de amônia quaternária, álcool 70%; Lysol a 1%; hipoclorito de sódio; clorofenóis e calor. Porta de entrada: trato respiratório, susceptível ao homem (hospedeiro acidental), aves, cães e gatos. Período de incubação - De 1 a 4 semanas, podendo chegar a 2 meses. Período de transmissibilidade - Dura semanas ou meses. Reservatório - Os pássaros, principalmente os psitacídeos (papagaios, araras, periquitos), podendo ser acometidas outras espécies de aves como pombos, perus e gansos; e algumas espécies de mamíferos como cães, gatos, bovinos, caprinos e ovinos. Via de eliminação: fezes, secreções respiratórias, penas contaminadas com secreções. Modo de transmissão: via aerógena (inalação de pó contaminado por dejetos e secreções respiratórias dos animais doentes ou portadores), entre aves: via digestiva (canibalismo / coprofagia) em aves domésticas, transmissão vertical via ovo. Entre animais de produção como bovinos, caprinos e ovinos, a transmissão placentária da Chlamydophila psittaci tem sido a mais preocupante, pois pode levar ao abortamento ocasionando conseqüentes perdas econômicas diretas. Apesar disso, a transmissão horizontal, através das fezes, também é possível, acarretando perdas indiretas por epididimites, artrites e pneumonias. Sintomas nas aves: descrita em 130 espécies com infecções latentes e inaparentes na maioria dos casos. Aparece forma clínica quando as aves são submetidas a stress . Nos psitacídeos, a infecção normalmente não apresenta sinais clínicos. Quando presentes, são inespecíficos como queda na fertilidade, anorexia, perda de peso, hipotermia, eriçamento das penas, letargia, diarréia amarelada a esverdeada, dispnéia, sinusite, coriza, aerosaculite, pneumonia e desidratação. Após emagrecimento progressivo e caquexia, os animais morrem, freqüentemente com sintomas de paralisia no prazo de uma a duas semanas. Também ocorrem mortes súbitas sem sintomas prévios da doença.

Um animal doente pode ser curado, mas continua portador eliminando o agente por meses.

Diagnóstico clínico: Várias outras doenças se confundem com psitacose. Nas aves, agentes como Micoplasma gallisepticum, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Candida albicans, Pox vírus, nematódeos e protozoários causam uma síndrome que consiste de baixa eclodibilidade, alta mortalidade infantil, sinusite e conjuntivite.

O diagnóstico diferencial deve se apoiar nessa premissa e no histórico epidemiológico regional.

Diagnóstico laboratorial: Sorologia (Reação de fixação do complemento, ELISA): títulos aumentados em quatro vezes entre a fase aguda e a convalescença, obtidos com intervalo de duas a três semanas entre cada coleta, confirmam o diagnóstico. Na presença de quadro clínico sugestivo, o achado de títulos de 1:32 pode ser considerado evidência de infecção.

Isolamento do agente: o isolamento do agente no sangue ou em secreções, além de cultura de tecidos(fígado, baço, rim, pulmão), apesar de possível, é de difícil execução, requerendo laboratórios especializados, pois é necessário realizar cultivo celular ou inoculação em ovo embrionado.

Tratamento de eleição é com o uso de Doxiciclina 10 mg/Kg/dia por 45 dias consecutivos em animais.

O comércio de animais silvestres sem procedência deve ser combatido, tanto para a preservação da fauna aviária silvestre, como para evitar a disseminação de agentes zoonóticos nas cidades. Os profissionais que trabalham diretamente com aves, devem tomar todas as precauções para evitar o contato com o agente e uma possível manifestação do caso no futuro. A doença existe, é um perigo real e acomete uma gama a cada dia maior de pessoas que tenham contato com aves.

Quando não se tem descrição de uma doença, não quer dizer que ela não exista, significa que não foi feito diagnóstico.

 

 
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